quinta-feira, novembro 24, 2011

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Sabe amor, não lembro ao certo quando foi mas um dia você disse que iria ser pra sempre, foi logo assim no auge de quando nos conhecemos, quando tudo era perfeito ''pra mim''. Você me proporcionou ótimos momentos - obrigado - sempre nos demos tão bem, né? Por que acabou? Amor, por que acabamos com nós dois? Até hoje você sente ciumes ou finge sentir, você cobra coisas de mim que também cobrava quando éramos um só, você faz tudo que fazia antes mas não pede pra eu voltar, Por que? Eu até iria pedir pra você voltar pra mim, mas eu tenho medo ainda, as decepções, o amor não correspondido...tudo isso eu superei, mas você não muda, você não consegue ter amor suficiente então eu não espero nada de você. Mas passou, tudo isso passou e agora eu só lembro do que não da pra esquecer, foi bom mas acabou, a unica coisa que me resta são as cicatrizes que você deixou e pelo visto não lembra né? Mas tudo bem, quem sofre é quem apanha, porque nunca esquece, mas te garanto que aprende...

Por: Felipe Sales

sexta-feira, novembro 04, 2011

A mulher no espelho.





Quem é aquela mulher refletida no espelho?
Será que eu a conheço?
Será que eu sei os seus anseios?
Quem é aquela mulher refletida no espelho?
Será que sou eu, ou alguém que só eu vejo?
Quem é aquela mulher refletida no espelho?
Apenas um reflexo de mim mesma?
Ou aquela que vejo agora no espelho é alguém com alguns maus pensamentos?
Quem é aquela mulher que vejo no espelho?
Ela não fala comigo,
Ou sou eu que não entendo?
Quem é aquela refletida no espelho?
Talvez alguém um dia me diga.
Ou talvez ela mesma.
Ou talvez eu finja viver sabendo... 
Quem é aquela mulher que eu vejo refletida no espelho?

sábado, julho 30, 2011

Você.




procuro em outras bocas o gosto da sua,
procuro em outros corpos o seu calor,
procuro o amor de outros para esquecer que fui tua,
procuro em outras pessoas aplacar essa dor,
                essa dor.
Esse mal de amor.
Procuro esquecer..
Você.

segunda-feira, julho 04, 2011

medo: eu ainda pego você.



   Ultimamente ando pensando muito. Não que eu não pense muito, mas eu tenho pensado muito em uma coisa específica, entende?  Eu não sei se já disse, mas dificilmente me arrependo do que faço. Não sei. Acho meio desnecessário, sabe? Porque? Bom, porque se eu faço algo é porque tenho vontade, certo? Não sei se pra você, mas pra mim, isso é certíssimo. Eu só faço o que tenho vontade, não sou manipulada por ninguém. Já fui. Mas depois que aprendi a pensar por mim mesma, ninguém mais deu palpite em minha vida. Não quer dizer que não goste de saber o que algumas pessoas selecionadas acham sobre minhas decisões. Às vezes quero sim. Mas não aceito palpites, aquela coisa de "porque você não faz isso, ou aquilo", ou "você não deveria ter feito isso". Esse tipo de coisa eu não aceito. Então como estava dizendo, eu faço o que bem entendo da minha vida. Por isso não me arrependo de nada que fiz ou faço. Não mesmo. Eu tenho vontade vou lá e faço. Não tô nem aí se depois alguém olhar pra mim e falar: "Você fez o que? Tá louca? Mas você se arrependeu né? Sabe que o que fez era errado..." Ah me poupe! Se fiz, fiz porque tava afim. E se é errado ou não, ninguém pode julgar ninguém. Todo mundo erra. Por isso não me julgo, nem me arrependo das coisas que tive ou tenho vontade de fazer. Me culpo às vezes por coisas que eu não faço. E às vezes, essa culpa me corrói tanto o peito. Fico pensando horas, dias, meses, nas coisas que eu não fiz. Por medo, insegurança, sei lá. Porque vontade de fazer eu tinha mas o medo, esse animalzinho que cresce constantemente dentro da gente não deixa a gente ser feliz algumas vezes. E aí quando ele some, porque assim como ele cresce, ele morre, do nada. E quando ele morre a gente fica ali pensando " e se tivesse feito?" " será que..?" Ah, são tantas perguntas sem respostas. Eu prometo a mim mesma todos os dias que vou mandar o medo pra casa do caralho toda vez que ele vinher fazer morada no meu peito. Mas ainda, ainda, não tive forças suficientes para isso. Por isso ainda vivo com algumas culpas e perguntas. Ah, mas quando eu tiver forças, e eu vou   ter. Aiai, coitadinho dele. Eu vou pegá-lo e vou dizer tudo que eu tenho guardado. Ah, medo você me paga por não ter me permitido viver todas essas coisas, nas quais ainda penso. Você vai ver só quando eu pegar você. E nem pense que eu vou me arrepender do que eu vou fazer com você. Medo, medo, toma cuidado comigo... Eu ainda pego você!

domingo, julho 03, 2011

Encontro com o destino III - O fim.




   Se encontraram muitas vezes depois daquele dia. E a amizade crescia cada vez mais. A medida que iam se encontrando, percebiam o quanto tinham em comum. Até que passaram a outro estágio. O namoro. Assim, sem mais nem menos. Um dia estavam conversando e ele a beijou, ela retribuiu, como se já não conseguissem conter um sentimento que crescia e tomava ambos a tal ponto que não poderia mais ficar apenas dentro, precisava se mostrar. Precisava acontecer. Era uma paixão ardente. A cada dia o sentimento se mostrava mais intenso, mais forte, mais sério. Por causa daquela paixão dilacerada, ela não pensava em mais nada, não queria saber de mais nada, amigos, escola... Tudo era ele, por causa dele, para ele. Os pais dela, é claro, notaram toda aquela falta de disciplina nos estudos, o afastamento dos amigos e quiseram saber o porque de tudo aquilo. Ela não disse. Era um namoro escondido. Certo dias os pais descobriram. Um dia eles descobririam. E proibiram, é lógico. Eles mal se conheciam. Ela ficou dias sem poder sair de casa, de castigo. Mas mesmo assim conseguiam se falar pela internet. Ele percebendo que estavam os afastando, perguntou se ela o amava. Ela respodeu que sim, Claro. Ele pediu que ela provasse. Ela entendeu o pedido. E quando os pais já não mais a proibiam de sair imaginando que ela não tinha mais nenhum contato com aquele desconhecido, eles marcaram de se encontrar na casa de um amigo dele. Nesse dia ela acabou se entregando àquele cara que ela mal  conhecia. Aquele rapaz maravilhoso que mostrou a ela como a vida era bonita. Ela se entregou de corpo e alma aquilo que ela acreditava ser amor. Daquele dia em diante, eles jamais se separariam, ela pensou. Ela seria dele. Ele seria dela. E todas aquelas baboseiras de conto de fadas. Ela acreditava que tudo aquilo era um conto de fadas. Os pais tomaram os papéis de bruxos daquela história, e queria separá-la do seu príncipe. Ela acreditava fielmente naquela história de amor. Eles se encontraram e se amaram várias vezes.. Até que um dia ele sumiu, sem deixar rastros. Sumiu para sempre. E deixou com ela uma lembrança apenas daquela história que não era um conto de fadas. Um filho. Foi apenas isso que ele deixou. Um filho que ele descobriu que viria quando procurava por uma caneta na bolsa dela, e encontrou o exame. Depois desse dia eles nunca mais se encontraram. Nunca mais ela soube sequer uma notícia dele. Ele havia virado fumaça. Como todas as promessas e planos que haviam feito juntos. Hoje ela cria seu filho com a ajudas dos pais, que de bruxos passaram a ser "fadas madrinhas". O conto de fadas foi esquecido, jogado em algum livro da estante. 
   Ela ainda lembra do dia em que se conheceram, e sempre chora. Lembra também que poderia ter fugido daquele destino. Ele havia lhe dado uma chance quando lhe fez aquela pergunta:  ("Está fugindo do destino?"). Ela poderia ter ido embora, sem olhar para trás, mas a curiosidade foi mais forte. Ela não fugiu, e hoje sofre as consequências daquele encontro, daquela escolha de ficar e conhecê-lo. Aquele homem, bonito e cruel, que veio a ser o seu destino.

terça-feira, junho 28, 2011

Encontro com o destino II



   Ela virou. Tomou um susto tremendo. Não podia acreditar no que estava vendo. Não podia ser ele ali. Aquele que ela havia visto apenas uma vez naquela mesma praça. Ele percebendo seu estado de confusão segurou-a pelo braço e pediu que ela sentasse para que pudessem conversar, para se conhecerem melhor. Ele falava e falava, e ela apenas olhava para ele extasiada, incrédula. "Como alguém que tinha apenas trocado um único olhar com ela, poderia dizer que estava apaixonado?". Ela pensava nas poucas conversas que tiveram pela internet. Ele a olhou,, tocou seu rosto e como se tivesse escutado os seus pensamentos, disse que não sabia o que sentia por ela, tudo aquilo ainda era novo para ele. Ele só podia dizer que não conseguia tirá-la de seu pensamento um só minuto. Não conseguia durmir sem ver a imagem dela nos seus sonhos. Aquele olhar.. O único que trocaram... Impossível esquecer. Ele afirmou não saber de que sentimento se tratava, nunca havia sentido nada parecido. "Em um impulso absurdo decidi te procurar, precisava vê-la novamente. Algo em mim mudou depois daquele olhar. Você não pode imaginar a felicidade que senti quando consegui encontrá-la no msn, e quando pude dizer o que estava sentindo por você, mesmo de longe, através da tela fria de um computador. E quando aceitou me encontrar.. Ah, não posso conter tamanha alegria!". Ele falava, falava, e ela não parava de olhar pra ele, buscando entender tudo aquilo. Até que ele parou de falar e perguntou se ela queria dizer algo, afinal ele não havia dado espaço para que ele o fizesse caso desejasse. Pediu desculpas e disse que precisava tirar tudo aquilo que estava preenchendo seu peito. Ela sorriu sem jeito, e disse que não sabia o que dizer. Disse também que o que a havia movido a encontrá-lo era apenas curiosidade, nada mais que isso, e se sentiu mal depois que olhou nos olhos dele e viu tristeza. Disse que sentia muito, mas não podia mentir para ele, que estava sendo tão sincero com ela, e que estava bastante confusa, sem saber o que fazer ou dizer. Era uma situação tão nova para ela. Não poderia mentir também que o olhar que cruzaram havia mexido com ela sim, mas como imaginou nunca mais vê-lo, foi apagando a lembrança gostosa do olhar penetrante daquele desconhecido...  - "Isso!". Ele a interrompeu. "Não passamos de dois desconhecidos, você está certa! Afinal, o que eu queria? Que depois que eu falasse sobre esse sentimento que nem eu sei o que é, você pulasse nos meu braços e dissesse que estava me esperando a vida toda? É óbvio que você está confusa. Eu sou apenas um entranho para você, um estranho se declarando". O silêncio tomou conta de ambos. Ele rompeu o silêncio dizendo: " Tudo bem. Entendo você, mas peço que também me entenda, e me desculpe por qualquer constrangimento que eu possa tê-la feito passar. E quero te pedir só mais uma coisa... Não me afaste de você, agora que estive tão perto, não quero perder o contato. Você me deixa ficar perto de você? Só isso que eu te peço". Estendo a mão para ela, disse: "Amigos?". "Amigos!". Ela respondeu.

                                                                          continua...

quinta-feira, junho 23, 2011

Encontro com o destino.


  Lá estava ela, sentada no banco de uma praça. Sozinha. Pensativa. Até que ele, um rapaz robusto, bonito, charmoso, a olha e sorri, e a traz de volta a terra. Ela olha pra ele sem graça. Ele a encara fixamente. Ela sorri sem jeito e abaixa a cabeça. Quando levanta a mesma, ele não mais está perto dela, ela só o avista indo embora. Ela nunca havia visto aquele rapaz, e apenas em uma troca de olhares ele transmitiu tanta paz. Ela sorriu e imaginou que ele era apenas um presente do destino com a missão de afastar de sua mente aqueles pensamentos terríveis que ela vinha tendo a algum tempo.
  Ela pensou que depois daquele dia, nunca mais veria aquele rapaz com cara de anjo. Enganou-se. No dia seguinte ao chegar em casa, ela ligou seu computador e abriu sua página de relacionamentos no orkut.  E logo avistou uma solicitação de amizade. Não tinha foto, então ela rejeitou a solicitação. Não costumava adicionar desconhecidos. Passado alguns dias, quando estava usando seu msn, uma janela se abriu, uma nova solicitação de amizade. Não conhecia aquele e-mail, mas poderia ser um novo de alguém conhecido, afinal ela não saía distribuindo seu endereço a qualquer pessoa. Acabou aceitando aquela solicitação. Menos de um minuto depois, a sua janela de conversação estava piscando. Era um desconhecido com o pseudônimo "SR. DESTINO" , dono do email que ela acabara de aceitar como amigo. Abriu a janela, e nela estava escrito: "Não paro de pensar em você, desde o primeiro dia em que nos vimos". Quando ela ia perguntar quem era, se ela o conhecia, o "SR. DESTINO" saiu do msn. No outro dia ela entrou no msn como de costume, e novamente a janela de conversação piscou. Era ele. Ele escreveu: "Já estava com saudades. Queria tanto poder te ver novamente". Mas quando ela perguntou de onde ele a conhecia, ele ficou indisponível novamente. Todo santo dia era assim, ela abria o msn, e lá estavam escritas coisas cada vez mais lindas, mas ele nunca se identificava verdadeiramente... Até que ela se cansou daquele joguinho, estava curiosa demais para manter aquela brincadeira de esconde- esconde. Ficou vários dias sem abrir o seu msn.
   Tendo passado muitos dias, ela imaginou que ele não mais a escreveria. Novamente estava enganada. Assim que ela ficou disponível para conversas, ele escreveu: "Não some assim senão eu morro de saudade". E ela escreveu: "Não quero mais compactuar com seu joguinho. Não sei quem você é. E você parece não estar disposto a me dizer. Então me deixa em paz!". Ele perguntou: "Estou tirando sua paz? Pois então me perdoe, essa nunca foi a minha intenção. Queria o contrário, queria ser tua paz, sua alegria. Não gostaria de ver seu rosto triste novamente. Muito menos por culpa minha". Ela perguntou: "Novamente? Como assim? Então você me conhece mesmo? Mas de onde?". Ele disse: " Não. Não a conheço, só a vi uma vez. Mas gostaria muito te poder te conhecer. E você, não tem curiosidade de saber quem sou?". Ela respondeu rapidamente: "Claro! Mas só por curiosidade mesmo".  "Então vamos nos encontrar, você topa, um encontro amigável?". "Com uma condição". Ela disse. "Okay. E qual seria essa condição?". "Uma foto, me manda uma foto sua. Agora!". "Não, você me verá no dia do encontro". "Mas como vou te achar?". "Não se preocupe. Eu te encontro". Ela pensou alguns instantes, e respondeu: " Tudo bem, mas esse encontro tem que acontecer num local público". "Está com medo de mim?". "Não, não é isso... é que...". " Você não me conhece. Você está certíssima. Linda e inteligente. Que tal a praça onde fica uma sorveteria chamada sonho? Sabe onde fica?". "Sei sim". Então combinaram o dia e o horário e se despediram. No dia combinado, ela chegou meia hora andiantada, tamanha a ansiedade. E esperou, esperou... e nada dele aparecer. Ela olhou o relógio e viu que já tinha se passado muito tempo, então decidiu ir embora. Quando levantou-se do banco, ouviu uma voz te pergutar: " Está fugindo do destino?".

                                                                          continua...

domingo, junho 19, 2011

Esperança.



- Dona Maria, como vai? - Eu tô bem e você? E o namoradinho? Já faz tempo hein.. Acho até que vai dar casamento. - É que eu não estou mais com aquele rapaz não, acho que o amor acabou. - Mas o amor se for verdadeiro.. - Já sei o que a senhora vai dizer.. Que o amor verdadeiro não acaba, mas o meu era verdadeiro sim, eu sei, sentia. - Mas como acabou então? Não acredito nesse amor que você me fala, um amor que morre não existe. - Eu até entendo isso que a senhora tá falando sabe, mas é que pra esse tal amor não morrer Dona Maria, ele precisa ser cultivado . Ele precisa de muita atenção, de tempo. De tanta, mas tanta coisa. Não que eu não estivesse disposta a cultivá-lo, eu estava. Mas talvez ele não estivesse tão disposto assim. E o tal do amor não suporta o descaso, a indiferença. E o tempo ?  É preciso gastar pelo menos um tanto desse tempo que nos dias atuais é tão precioso, pra prestar atenção no outro, nas suas necessidades. E está sendo difícil encontrar alguém que esteja disposto a "perder tempo" tentando cultivar esse sentimento no coração do outro. Eu sei Dona Maria.. Não disse que é impossível não, só tô dizendo que é difícil. É que o mundo tá tão corrido.. Tomara que esse tal amor não acabe sendo extinto, como tantas outras coisas já foram, por simples falta de cuidado. Ah, dona Maria.. esse tal de amor parece até uma flor né? Precisa ser cultivado com muito carinho.. e tem gente que não tem paciência com isso não. Porque o amor é que nem aquelas plantinhas que a gente rega, rega, rega, cultiva de um jeito tão fervoroso e ela demora a crescer, mas basta um diazinho sem regar e ela já começa a muchar, e pra ver ela bonita novamente.. Ah, tem que ter tempo, paciência e carinho redobrado. E tem certo tipo de gente que não aguenta ver a florzinha murchar, pra achar que não vale mais a pena regar. É hora de parar. E é aí que o amor se acaba. Ele não pode lutar sozinho, sabe? Ele precisa que alguém ajude ele a se renovar, às vezes até mais bonito. Mas quem quer esperar? Difícil. Algumas pessoas preferem buscar outros jardins pra cultivar. E quando as flores vão murchando, elas saem por aí buscando outras pra regar. Já que não fazem nada para que as flores murchadas voltem a florescer. E essas flores abandonadas começam a desacreditar que alguém um dia volte a regá-las. E percebem que o amor morre, e que é difícil alguém querer fazer ele ressucitar. Ah, como é difícil Dona Maria... - Eu que o diga filha, eu já fui uma dessas flores murchas. Mas sabe de uma coisa? Eu não perdi as esperanças. Porque você que é tão jovem, vai perder? 

quarta-feira, junho 08, 2011

...




   Lembro-me quando você entrou em minha vida. Lembro-me até do seu primeiro sorriso. Lembro-me principalmente do dia em que jurou amor por mim. Não posso deixar, embora queira com todas as minhas forças, de recordar nossos momentos felizes. Fomos um do outro. Nós nos amamos intensamente. Nós nos quisemos como se tivessemos consciência de tudo o que um verdadeiro amor pode oferecer.
Eu acreditei. Pobre de mim!
Acreditei em seus falsos juramentos. Confiei em suas palavras, em seu sorriso, em seu olhar, em sua voz. E depois tudo terminou de repente. Fiquei sozinha.. E você?! Talvez nos braços de outra esteja a repetir as mesmas mentiras que me disse um dia. E mesmo assim eu sofri e imagino que essa outra possa estar feliz como fui no passado. E mesmo assim, fico a te desejar.

Pedido.



Por favor, ao copiar meus textos coloquem os créditos.
Agradeço!



procurando...




   Ela ainda poderia estar com aquele cara, o primeiro namorado, o também noivo, ela poderia esperar ele se decidir entre se casar com ela ou comprar um novo video-game. Ela poderia ter se casado na igreja, ou apenas ter juntado as escovas de dentes, sabe-se lá, e quem sabe estar levando uma vida medíocre, como a vida de algumas dessas mulheres que se casam com o primeiro namorado, porque acham que o amam, e depois que se casam, vêem que na verdade aquilo nunca foi amor, só desespero, de pensar que talvez quem sabe nunca mais encontraria um outro homem que a tratasse tão bem quanto aquele. Ou quem sabe estar tendo uma vida maravilhosa, como a vida daquelas que se casam e ficam velhinhas com aqueles que elas acreditaram sempre, serem o grande amor de sua vida. Mas ela não pensou em nenhuma dessas opções, ela pensou apenas numa coisa. Ela queria mais. Mais amor. É sempre amor que ela procura. E vai se doando a qualquer um achando que merece mais, e mais. Já disseram a ela que " a gente tem o que merece". Mas ela não acredita nessa frase nem um pouco. Ela acredita que merece mais. Sempre mais. E vai procurando e encontrando.. Um pouquinho aqui, um pouquinho ali.. Mas não encontra o que ela quer.. O mais.. Talvez ela nunca encontre esse "mais", ou talvez ela encontre, sei lá. Só sei que ela vai continuar a procurar...

Só vou exigir uma coisa...





   Eu não sou uma dessas mulheres que você encontra perdida nas ruas. Eu não sou uma dessas mulheres que se entregam por um pouco de carinho, um drink, um colo, um bocado de dinheiro. Eu não preciso de beijos para me sentir feliz ou desejada de verdade. Eu preciso de alguém, mas não como quem precisa de ar para respirar. Não preciso do seu dinheiro. Por isso não me importo se seus bolsos são cheios ou vazios. Não preciso que você tem carro, moto, ou bicicleta. Talvez eu prefira que você segure a minha mão com carinho quando sairmos juntos. Talvez eu precise de abraços. Um afago. Flores. Um colo pra me deitar. Um conselho quando eu não souber o que fazer da minha vida. Mensagens no celular. Bilhetes escritos no espelho pra eu ler quando acordar. Mas eu não vou te pedir nada. E como eu já disse eu não preciso do seu dinheiro então não tente me comprar com presentes caros. Pois eu não estou à venda. E nunca estarei. E se eu estivesse, você talvez não poderia me comprar. Eu custo caro. Eu não sou fácil. Mas não vou te cobrar nada que você não possa me dar. Eu só vou exigir de você uma coisa: Quando estiver comigo, seja só meu. Corpo e alma. Não me apareça pela metade.Ou te mando ir embora de uma só vez.

Autor Desconhecido

sábado, maio 28, 2011

esperar demais do outro.






    Ela chega chorando no escritório, e se junta as amigas , e conta mais um triste fim de um relacionamento amoroso. E se lamenta: Porque meu Deus , nunca dá certo, porque os homens são assim, sempre me magoam, eu que nunca faço nada de errado com ninguém. Porque nunca é do jeito que a gente imagina, hein? Tava tudo indo tão bem... Porque ele me fez sofrer?
E de longe vem a resposta (o motoboy do escritório a escutava): Desculpa me intrometer, mas os homens não tem culpa total. As mulheres na verdade são as culpadas em boa parte dos relacionamentos  não darem certo. Sabe porque?
Ela respondeu com raiva: Claro que não!
Ele falou: Porque vocês mulheres criam espectativas demais, e transformam as pessoas com as quais se relacionam, em um projeto do que você sonhou que elas fossem. Querendo que os homens sejam exatamente como vocês imaginavam quando pensavam nos homens que a fariam felizes, que tirariam a solidão e a carência de vocês. O problema é que vocês esperam demais do outro. Querem demais. Pedem demais, e quando não recebem acham que eles são os errados. E não é assim, as pessoas são o que são. Não o que queremos que elas sejam. É só o que eu penso. Desculpe!
Elas se entreolharam como se aceitassem o que ele dizia.




Não sei se em algum momento cheguei a ver você completamente como OUTRA PESSOA, ou, o tempo todo, como UMA POSSIBILIDADE DE RESOLVER MINHA CARÊNCIA. Caio Fernando Abreu

terça-feira, maio 24, 2011

A primeira noite.




   Ele deitou na cama e ela fez massagem em suas costas. Ele quase adormeceu , mas ela não deixou. Pediu que ele se virasse e o beijou. Ele disse: se você ficar fazendo isso não vou aguentar. Se eu continuar fazendo o que? Ela se fez de desentendida. Não me beija assim, ele disse. Porque? Porque eu preciso dormir. Mas você quer? O quê? Dormir? Não, mas eu devo. Deve dormir?! Porque? Tem algum compromisso amanhã cedo? Não. Mas se eu não dormir e você ficar me beijando assim, eu não vou me segurar. Então não se segure. Se solte. Se entregue. Sério? Sério! Eu quero, você não quer? Quero muito. Muito mesmo. Você não sabe como eu quero, o quanto esperei por isso. Não sei, me conta?! Você quer que eu conte mesmo? Quero sim, mas antes me beija vai. Ele a beijou com uma mistura de carinho e desejo, e assim foi a primeira noite deles. Cheia de amor e desejo. Ele a puxava pra si, como se quisesse que seu corpo penetrasse no dela e formasse um corpo só. E foi como se isso acontecesse. Os dois transformaram-se em um só. Um só desejo. Um só sentimento. Somente os dois, um do outro. Mais ninguém entre aquele casal que se queria há tanto tempo. Foi uma noite mágica para ela. A primeira noite que ela sentiu aquela junção de sentimentos, transformando aquele momento em um momento especial, único. Não, não foi a primeira vez dela com um homem. Nem a dele com uma mulher. Mas foi a primeira vez dela com aquele que ela amou e esperou durante tanto tempo. E a primeira vez dele com ela. Ela, que ele sempre amou. Ela, que ele sempre via passar de mãos dadas com outro. Mas que nunca segurou a sua mão. Ela, que ele esperou por tanto tempo que compreendesse e aceitasse o seu amor. E ela agora o aceitou. E a  partir daquele momento o corpo dele, não mais pertecia a ele. E o corpo dela pertenceria a ele para sempre.

sábado, maio 21, 2011

...




    Todas as complicações e os traumas daqueles horríveis meses de namoro foram multiplicados pelos dramas de David – o cara por quem me apaixonei enquanto estava terminando meu namoro. Eu disse que me “apaixonei” por David? O que quero dizer, na verdade, é que saí do meu namoro e mergulhei nos braços de David da mesma forma que um artista de circo de desenho animado mergulha de uma plataforma altíssima dentro de um pequeno copo d’água, desaparecendo por completo. Eu me agarrei a David para fugir do meu namoro como se ele fosse o último helicóptero saindo da cidade. Depositei nele toda a minha esperança de salvação e de felicidade. E, sim, eu o amei. Mas, se eu conseguisse pensar em uma palavra mais forte do que “desesperadamente” para descrever o modo como amei David, usaria essa palavra aqui, e um amor desesperado é sempre o tipo mais difícil de amor.

comer, rezar, amar. 

* postei porqe recentemente tive um David em minha vida' Owwn's *-*

quinta-feira, maio 19, 2011

A palavra amor.



   Li em algum lugar que agora não me lembro bem, que a palavra amor é derivada da palavra morte, e que quando você diz que ama alguém, é como se dissesse que morreria por essa pessoa. É estranho, mas faz sentido. E na era do "eu te amo-bom dia" é bom repensar antes de falar um eu te amo. E apenas falar para alguém por quem você morreria. Eu comecei a pensar sobre isso, e lembrei da menina que deu a vida no lugar da amiga no massacre da escola em Realengo. Acho que aquela menina realmente sabia o que significava a palavra amor. E a amiga que agora vive graças a outra que se sacrificou também passou a entender mais sobre isso. É engraçado como logo que li isso pensei nesse massacre terrível, mas não me veio em pensamento um sacrifício maior... e pelo qual estamos vivos. Só fui pensar nisso depois. E agora eu também entendo mais sobre o significado dessa palavrinha tão pequena.. AMOR... Um nome tão simples e singelo com um significado tão tremendo. Afinal, foi por amor que Deus sacrificou seu único filho, Jesus. Por amor a nós. E nós, sem entender o significado dessa palavra saímos distribuindo a um monte de gente. Mas você morreria por todas essas pessoas as quais você diz: EU TE AMO! ? Que tal pensar nisso? Eu estou pensando.

apenas me ame.



Me ame, mas não como alguém que você possa perder no dia seguinte, me ame profundamente, mas com uma calma que me faça sentir que estar com você me mantenha livre e presa ao mesmo tempo. Me faça sentir liberdade para fazer o que eu quiser, mas também me faça sentir vontade apenas de estar presa a você. Me ame como se ama alguém que você acredita que nunca vá te amar. Me ame com aquele medo gostoso de perder o que não é seu. Me ame com a certeza de que nós fomos feitos um para o outro. Me ame em segredo e nunca me diga. Me ame e me diga todos os dias, se assim preferir. Mas me faça sentir que seu amor é tão grande, que você até moreria por mim. Me ame de um jeito tão intenso e bonito que me faça te esperar mesmo que você passe muito tempo longe. Me ame de um jeito que me faça querer ir contigo aonde você for. Aceitarei seus defeitos, aceite os meus, e assim saberei que me ama também. Me ame e me faça sentir como se eu fosse te perder a qualquer momento, e ao mesmo tempo me faça sentir como se eu fosse a única em sua vida ,e que nunca haverá outra. Me ame com medo e segurança. Me ame com brigas seguidas de juras de amor eterno. Me ame de um jeito que me deixe vazia e completa. Calma e inquieta. Serena e nervosa. Chorosa e sorridente. Me ame com toda essa contradição que o amor é. Apenas me ame, enfim... E me faça sentir.

terça-feira, maio 10, 2011

os "misteriosos"


   Eu particularmente não gosto daquele tipo de pessoa que vai se mostrando aos poucos. Eu gosto daquele tipo de pessoa que se mostra logo de cara. Assim eu vejo se quero correr o risco de estar perto, mesmo ela tendo defeitos também, às vezes bem mais que qualidades, é verdade, mas é muito bom saber logo com quem se está lidando. Esse negócio de mistério não é pra mim. Primeiro porque sou péssima quando me faço de detetive, segundo porque me dá uma certa decepção quando encontro aquilo que eu nem estava procurando. E na maioria das vezes é só o que eu encontro... Fingimentos. É isso o que as pessoas ditas misteriosas fazem, escondem-se atrás de máscaras, para não precisar mentir diretamente, e fingem ser misteriosas, para esconder o que verdadeiramente são. Essas pessoas misteriosas são para mim, como as luzes, se elas acendem nós vemos um pouco, mas quando apagam nós ficamos numa tremenda escuridão. Eles se mostram e se escondem e nós ficamos sem saber que tipo de pessoa elas são verdadeiramente. E quando eu encontro um desses misteriosos pelo meu caminho, eu logo desconfio, às vezes até me afasto, para não me decepcionar e ver que aquele mistério todo era só pra esconder tudo o que não tinha de bom para mostrar.

insistimos.


   Eu tenho a plena certeza que não sirvo pra ele. Ele tem a plena certeza que não serve pra mim. Mesmo assim insistimos. Porque? Eu ainda não sei se é por pura falta de amor próprio, ou se é por causa do muito amor que nós sentimos quando estamos juntos. E mesmo sem saber, insistimos.

sexta-feira, maio 06, 2011

lágrimas.



   Eu acreditava que as lágrimas tinham a função de aliviar, colocando pra fora, a mais profunda dor que nós sentimos. Mas hoje vejo que não... Chorei, chorei, chorei, e nada de alívio. Nenhuma dor foi colocada pra fora, está tudo dentro. E está doendo tanto... Tanto.

quarta-feira, maio 04, 2011

posso, mas não quero.



   Não raras vezes tenho vontade de bater nele até quebrar todos os seus ossos. Mas sei que se eu fizesse isso, segundos depois eu iria tentar colocá-los todos no lugar, te apertar em meus braços e sentir seus abraços fortes e acalentadores.
   Não raras vezes tenho vontade de costurar os seus lábios com linha de nilon, de uma forma que ele nn conseguisse falar mais, para que eu não ouvisse mais as tantas besteira que me diz quando brigamos. Mas sei que se isso acontecesse, eu não mais ouviria suas injúrias, mas também não ouviria mais de sua boca as declarações de amor que só você me faz.
   Não raras vezes tenho vontade de afogá-lo numa cisterna. Mas sei que em poucos segundos iria fazer tudo para reanimá-lo, para que assim eu voltasse a sentir sua respiração ofegante bem perto do meu ouvido e da minha nuca.
   Não raras vezes tenho  vontade de socar sua cara e deixar seus olhos tão roxos que ele não poderia mais enxergar, só assim ele nunca mais veria coisas que não existem, por conta de seu ciúme doentio. Mas logo em seguida penso que caso fizesse isso, também não poderia nunca mais ver aquele brilho intenso no olhar dele quando ele me vê.
   Não raras vezes tenho vontade de jogar tudo para o alto, arrumar as malas e ir para bem longe dele, quem sabe assim eu pudesse esquecê-lo?! Mas sei que embora minhas malas, e tudo o mais estivesse pronto pra minha partida, e mesmo sabendo que talvez fosse melhor mesmo eu manter uma distância segura dele, eu nunca estaria pronta para viver longe daquele que eu amo.
   Eu sei que poderia viver sem sua companhia, sem seus abraços, beijos, carinhos .. Enfim, eu sei que poderia viver sem ele, mas não quero.

Seliinho ...


Presente da querida Taís Amaral.
Obrigada Flor *-*

visitem: http://infinitygirl.blogspot.com/

segunda-feira, maio 02, 2011

intensa.



 Se eu errei foi por amar demais, por me entregar demais, por querer demais, por me doar demais, por ser intensa demais, por me jogar demais nos meus relacionamentos. Enfim, se eu errei foi por tentar ser feliz demais...
   Mas você sabe, eu nunca fui de meias palavras.. 
Porque eu seria de meios sentimentos?!

sábado, abril 30, 2011

O erro.





   Otávio era noivo e amava sua noiva. Os dois viviam juntos, quase não se desgrudavam, mas como ele trabalhava com vendas, sempre tinha que fazer viagens para longe. Certa vez, ele teve que viajar pra outro Estado para passar 45 dias, e para não ficar tanto tempo longe de sua noiva, ele a convidou para ir com ele, mas ela não quis. Chegando lá ele conheceu uma moça que se interessou por ele, mas a princípio, não houve nada entre eles, mas cada vez que ele ligava para noiva, a carência apertava, e foi apertando tanto que quando a garota que ele havia conhecido ligou para chamá-lo para sair ele aceitou. Não sei dizer se a carne foi fraca, se a saudade era muita, ou se ele era um cafageste, mas eles transaram, uma única vez, porque depois desse dia ele não mais a procurou. Chegou o dia de voltar para casa, para os braços da noiva que o esperava ansiosa. Ele, é óbvio, não contou nada do que havia acontecido enquanto estava longe. O que ele não imaginava era que naquela única vez que ele ficou com a moça, ela engravidou. Ele não mais podendo esconder, contou a verdade a sua noiva. Ela mesmo magoada, o perdoou. E eles permaneceram juntos, já que a moça morava mesmo em outro Estado, e ele estava disposto a assumir com suas responsabilidades como pai. Mas quem pensa que a história acabou bem assim, se enganou. Um dia a moça ligou pra ele aos prantos, e lhe contou uma triste notícia, seu pai acabara de falecer, e além dele, ela não tinha nenhum parente próximo, com quem ela pudesse contar. Ele como pai do filho que ela estava esperando, era o único a quem ela poderia recorrer para pedir ajuda. Ele obrigado pelas circunstâncias, teve que trazê-la para a cidade na qual ele residia. Ele não podendo deixá-la sozinha numa cidade onde ela não conhecia ninguém, ainda mais com um filho na barriga, que por sinal era dele, resolveu ,forçado pela situação, morar com ela. Sendo assim, ele acabou perdendo seu grande amor, sua noiva. Hoje eles ainda se falam, e todas as vezes que desliga o telefone, após ouvir que ela ainda o ama, ele chora, se arrependendo do dia em que cometeu um único e fatal erro.. o de ficar com alguém amando outra pessoa, por pura carência ou simples desejo.

quarta-feira, abril 27, 2011

Porque só me procura quando está carente?



   Você corre pra mim, toda vez que sofre uma desilusão amorosa, toda vez que brincam com seu coração. Será que é porque eu nunca disse não quando você pediu meu colo? Mas não vai ser assim da próxima vez. Desculpe mais vou te negar. Vou ter que perdir que vá embora e procure um outro ombro se quiser chorar!

sábado, abril 23, 2011

A história de Dorinha

   

   Tudo começou quando ela ainda namorava, seu namorado um rapaz ciumento começou a controlar suas roupas,  afastá-la das amigas, e ela como era apaixonada por ele, decidiu fazer todos os seus gostos. E assim foi vivendo pra ele. Ele que não só tinha ela de namorada, tinha mais três, uma em cada bairro, mas isso é só um detalhe, pois ela sabia que um dia ele seria só dela, e continuou sendo uma das muitas namoradas dele. Até que foram morar juntos, e ela em sua esperança mais bonita acreditou que dali pra frente ele seria apenas dela. E foi assim durante um tempo. Ela engravidou. Teve dois bebês lindos. Ele se mostrava um bom pai. Trabalhava, não deixava faltar nada em casa. Enfim, eles eram felizes. Os bebês foram crescendo, e ela cada vez mais sentia ele distante. E ele estava. Ele não olhava mais pra ela. Ela sempre pedia para que saissem com os filhos, sozinhos, mas ele não ia, dava dinheiro a ela, e ela ia sozinha. Passava o dia todo fora de casa, e ele nem aí. Até que um dia ela saiu de casa toda arrumada, e ele perguntou onde ela ia, ela disse que iria para casa de sua mãe, não demorou nada ele apareceu lá chamando-a para sair. Ele havia reparado nela novamente. Ela pensou que depois daquele dia que eles sairam e se divertiram tudo ia mudar. Enganou-se. Nada mudou, ele continuava distante. Ela até já conhecia as mulheres que saiam com ele. Uma delas até fazia pirraça a ela na frente dele. E ele não fazia nada. Apenas sorria. E ela se enfiava no seu quarto e chorava baixinho, para evitar que seus filhos escutassem. Ela forçava um sorriso todos os dias e fingia que era feliz. Mas ela não era, e não fazia nada para mudar isso, quer dizer, arrumou as malas e saiu de casa umas três vezes, mas sempre voltava, primeiro porque ele ia buscá-la dizendo que tudo ia mudar, e segundo porque sua mãe dizia que era para ela esperar seus filhos crescerem, se formarem, arrumarem um emprego, saírem de casa, enfim até que os filhos fossem ter a vida que ela não teve. Por isso ela sempre voltava, falta de apoio e esperança de mudança. Mas nada mudava. E os filhos cresceram, se formaram, arranjaram um emprego, um deles foi ter seu próprio filho e ela finalmente saiu de casa, com a certeza de que perdeu os melhores anos de sua vida, lutando por algo que não valia à pena. Hoje eles convivem bem, cada um em sua casa. Algumas pessoas próximas ainda acham que há um certo sentimento entre eles. Talvez haja. Mas ela sabe que mesmo que houvesse, ela não iria mais perder seu tempo com ele. Ela agora tem mais tempo para amar a si mesma, e ter plena consciência de que se ela perdeu tanto tempo de sua vida com aquele cara, ele não merece nem mais um minuto de sua atenção.

só isso.





Acabou! Ela disse decidida.
Ele assustado perguntou: Como assim, acabou !?
Ela respondeu: É que agora eu vou procurar alguém que me dê algo que você nunca me deu, e que talvez nunca me dará.
Ele perguntou: O que?
Ela respondeu, de forma bem direta: Valor, é só isso que eu quero, mais nada. Bateu a porta e saiu.

é o medo da solidão?





   O problema é que ela sempre sabe quando um relacionamento não vai dar certo antes mesmo de começar, mas saber disso não muda nada. Todos os sinais ficam ali na frente dela, mostrando que o caminho a seguir não é aquele, e não adianta procurar atalhos, se não é aquele, não é e pronto. Mas é que ela é teimosa e talvez um pouquinho masoquista. Se não for masoquismo eu não sei o que é, porque me parece que ela gosta de sentir a dor que acompanha esses seus relacionamentos vazios. Ela fica ali se humilhando por um pouco de atenção, um pouco de carinho, um colo, um cafuné. Ela fica ali pedindo desculpas por tudo, mesmo quando ela não está errada, só pra ter alguém do seu lado. Medo da solidão? Não sei, porque eu acredito que é mais só aquele que está acompanhado e ainda sente um certo vazio. Mas ela, ela não se importa com um aperto no peito,  um nó na garganta, uma certa dorzinha de vez em quando. Ela só não quer ficar sozinha e sentir isso sempre. Mesmo que estando junto esse vazio a acompanhe constantemente, como se esperasse uma pequena oportunidade para se alojar no seu peito para sempre. Ela pensa que isso não vai acontecer. Mas eu sei que vai. Esse vazio vai corroê-la aos poucos, vai passar por cada pedacinho do seu corpo e matá-la lentamente. Mas ela, ela não acredita nisso não, isso é bobagem, melhor esperar isso acontecer (ela acredita que não vai acontecer) do que sentir esse vazio todos os dias, sem ter alguém pra compartilhar e tapar um buraquinho no peito aqui e outro ali. Ela só quer ter alguém, mesmo que isso a faça se sentir vazia e completa ao mesmo tempo. Ela só quer parar de ter que escrever porque não tem com quem compartilhar seus pensamentos, mesmo que esse alguém nem respeite suas opiniões. Ela só quer ter pra quem ligar nos seus minutinhos de depressão, mesmo que do outro lado da linha ela só escute uma respiração cansada e algumas palavras nada gentis, como um "para de bobagem e cresce, que depressão é coisa de gente que não te o que fazer". Ela só quer sentir pulsar o seu coração nas raras vezes que ele aparecer e a tratar com um pouco de carinho. Ela destesta estar sozinha. Ela não gosta de ouvir dizerem quando ela passa um tempo sem ninguém, que ela é uma solitária. Por isso ela sempre está rodeada de pessoas. Ela prefere a solidão acompanhada daqueles que vivem em rodinhas cheias, mas que não podem chamar ninguém de amigo, a estar sozinha. Porque ela não é um solitária. E nunca será, até porque uma das definições para solitário é: ;  aquele que gosta de viver sozinho. E uma coisa que ela abomina é viver sozinha, com ela mesma. Ela detesta a sua companhia. Pessoa chata, sem alegria, sem brilho algum.. Ela tem baixa auto-estima, ela se sente metade sem alguém. Ela sente como se fosse pender para um lado só e cair. Ela precisa de muletas. Por isso ela sempre quer estar acompanhada, mesmo que essa companhia, vá no decorrer do tempo te deixando se sentir cada vez menos gente. Até que um dia ela vai se olhar no espelho e ver que ela só é a metade da metade que já foi um dia, porque perdeu cada pedacinho que falta nos caminhos errados por aí afora.

sexta-feira, abril 22, 2011





"E nós sentimos um vazio terrível que nos violenta e nos separa pra sempre. Porque eu não sei amar, menino sujo, e nem você."

Tati Bernardi

terça-feira, abril 19, 2011

...







Quero rir, sorrir e chorar. Sentir friozinho na barriga, nó no peito, tremedeira nas pernas. Sentir que as coisas funcionam e que tenho que trocar de jeito quando insisto em algo que não dá resultado. Quero aprender e, ainda assim, continuar criança. Ficar no sol e sentir o vento gelado no nariz. Quero sentir cheiro de grama cortada e café passado. Cheiro de chuva, de flor, cheiro de vida. Aprecio as coisas simples e quero continuar descomplicando o que parece complicado. Se der pra resolver, vamos lá! Se não dá, deixa pra lá. A vida não é complicada e nem difícil, tudo depende de como a gente encara e se impõe. Quero ser eu, com minha cara azeda e absurdamente açucarada. Não quero saber tudo e nem ser racional. Quero continuar mantendo o meu cérebro no lugar onde ele se encontra: meu coração. E essa é a melhor parte de mim!

Clarisse Corrêa.

porque eu te amo.


    Quero vestir uma camisa sua, e fazê-la de pijama. Quero arrumar seu cabelo que vive caindo na testa. Quero morder suas costas e beijar sua nuca. Quero bagunçar seu guarda-roupa. Quero tirar todas as coisas do lugar. Quero organizar suas coisas, e deixar teu quarto um lugar confortável. Quero passar a noite vendo filmes de terror ao teu lado. Quero ouvir você me chamar de minha. Quero você dizendo baixinho no meu ouvido o quanto me ama. Quero você em noites frias em baixo do meu cobertor, assistindo filmes de comédia romântica. Quero você me puxando pela cintura e me arrancando suspiros. Quero nós dois na praia em dias quentes. Quero você com seus defeitos e manias. Quero seus beijos, seus carinhos e seus mimos. 
     Quero dormir, sonhar e acordar contigo. Quero acordar todos os dias e te ver ao meu lado e perceber que meu melhor sonho se tornou realidade. Quero seu ombro pra eu poder chorar. Quero seus abraços para me acalmar. Quero você para me amar. Porque eu te amo.

Agora e para sempre.


Ele: Eu te amo.
Ela: Eu também.
Ele: Eu também o que ?  Você também se ama ? disso eu já sei.
Ela: Tá bom. Já entendi. Eu amo você também. Agora e para sempre. Pronto, falei. 


sexta-feira, abril 08, 2011

..





   Ele bateu na porta, eu disse: pode entrar! Não sabia que era ele, apesar que ele era um dos poucos que batia antes de entrar. Ele entrou e disse: Um amigo pode te visitar. Certo? Eu respondi: é claro que pode. Quer sentar? Ele disse: Não. Só vim te ver. como você está? Eu não respondi. Ele disse: Bom, só vim te ver.. Já vi, vou embora. Me deu um beijo no rosto, e foi em direção da porta. Eu não me movimentei embora quisesse impedir sua saída. Antes de bater a porta, do lado de fora, segurando a maçaneta, ele disse: Está precisando de alguma coisa? Eu balancei a cabeça fazendo sinal negativo. Ele me olhou, e perguntou denovo: Tem certeza que não está precisando de nada? Eu olhei pra ele, e entendi sua pergunta pela resposta que veio em seguida em meu pensamento. Não respondi nada novamente, fiz apenas outro sinal negativo, embora minha mente pensava outra coisa. Queria ter dito a ele: Preciso sim. De você. Mas não disse. Não sei se por orgulho, falta de coragem, ou medo, de me entregar novamente a alguém e sofrer depois, ou medo dele perceber que eu não sou tão autosuficiente assim como eu digo, e mostrar fraqueza. Não disse nada, embora meu peito palpitasse tão forte aqui dentro de mim. Não disse nada, não desci as escadas correndo, não chorei depois dele ter saído, apenas aceitei que ele me deixasse sozinha, mais uma vez. É que eu tenho uma mania contraditória e masoquista de mostrar que não me importo e continuar me importando. E mesmo sem esperanças de tê-lo de volta, eu acredito que as pessoas que são pra ser, sempre voltam de alguma maneira. E se não for pra ser,  talvez o tempo traga alguém especial.

quarta-feira, abril 06, 2011

Reciclando-me


   Estou me reciclando. Todo mundo precisa disso... Uma limpeza geral na vida, para deixar a alma mais leve. Eu estou fazendo isso hoje. Quero começar excluindo certas pessoas do meu convívio. Vou me livrar daqueles que não me acrescentam em nada. Depois quero apagar da memórias certas lembranças que ainda me machucam. Jogar fora as cartas velhas de amores antigos que tenho em uma caixa no meu guarda-roupa. Quero abandonar o que só me faz mal. Me libertar de coisas que me prendem a um passado que não volta mais. Quero olhar para frente e enxergar a dimensão de caminhos ao meu redor, ao invés de insistir sempre na mesma pessoa, no mesmo erro e na mesma dor. Quero aprender a gostar cada vez mais de mim, cuidar de mim e principalmente gostar somente e exclusivamente de quem também gosta de mim. Eu sei, todos nós temos o tal livre arbítrio, sempre temos dois caminhos, às vezes até mais, basta saber escolher, mas nem sempre o que achamos ser o caminho certo é o melhor, e quando optamos por um caminho, estamos necessariamente desistindo do outro, sem saber se optamos pelo caminho certo. Nunca saberemos. 
   Não quero mais pensar nas coisas que possam vir a acontecer. Afinal o futuro a Deus pertence. Tudo tem sua hora, seu momento e seus motivos para acontecer. Αgora, nesse exato momento eu só quero aproveitar a vida intensamente, não só porque eu não tenho certeza do amanhã, mas porque independente disso, o dia de hoje jamais será igual a nenhum outro. Então eu quero apenas aproveitar as oportunidades, hoje dadas a mim, sem pensar no amanhã. Eu só quero viver e esquecer todos os meus problemas reais e imaginários. Eu quero esquecer dos meus tantos arrependimentos. Jogar dentro de uma caixa tudo o que não preciso mais, tudo que não me faz bem. Trancar essa caixa e jogá-la bem longe de mim. Para que um dia, mesmo com saudade de tudo que joguei lá dentro, eu jamais possa abrí-la, Quero essa "caixa de Pandora" bem longe de mim. 
   Hoje eu estou me reciclando e só quero um pouco de paz e sossego.

Em busca de alguém



  Se meu coração não palpitava mais quando estava ao lado dele, fiquei me perguntando o que eu estava fazendo ali. Se não sonhava mais, não planejava mais, não desejava mais, não esperava mais nada, o que eu estava fazendo ali?
   "Não te amo mais", queria dizer a ele, pela primeira vez, esperando que ele não sofresse com isso. Sempre quis que ele sofresse no dia que nós decidíssemos não ficar mais juntos. Mas justamente porque eu não o amava mais, não queria que ele sofresse. Aliás, não queria mais nada. Só queria ir embora. Só queria ir em busca de alguém que fizesse meu coração palpitar novamente. Alguém que me fizesse sorrir das piadas mais bobas. Alguém que me fizesse sorrir sem motivo aparente, só por saber que ele estava comigo. Alguém que trouxesse paz ao meu coração. Alguém que eu tivesse saudade assim que virasse as costas. Alguém que me ligasse de madrugada e ficasse conversando comigo até eu pegar no sono. Alguém que me quisesse perto mesmo quando eu não quisesse estar perto de ninguém. Alguém que me achasse uma ótima companhia, mesmo quando eu estivesse estressada, de TPM, com raiva. Alguém que cuidasse de mim quando eu adoecesse, e não achasse isso um tédio, ou uma obrigação, que o fizesse apenas por querer. Alguém que sempre quisesse estar perto, mesmo que não pudesse. Alguém que me fizesse sentir protegida. Alguém que mesmo que brigasse comigo todos os dias, me fizesse querer estar perto apesar de todos os momentos ruins. Alguém que não me dissesse que me ama, mas que me fizesse sentir isso em cada atitude sua. Alguém que me fizesse tão bem que conseguiria me fazer esquecer todos os meus medos. Alguém que em nenhum momento mentisse para mim. Alguém que não visse necessidade em esconder-se atrás de máscaras. Alguém que se mostrasse e se entregasse realmente, não para os outros, mas ao menos pra mim. Alguém que não esperasse um momento de discussão para passar na minha cara coisas que aconteceram anos atrás. Alguém que soubesse que perdoar é esquecer. Alguém que me fizesse sentir especial de verdade. Alguém que eu tivesse vontade de ficar pra sempre, mesmo que esse pra sempre fosse ilusório. Difícil encontrar esse alguém? Talvez. Talvez eu viva esperando demais da vida. Talvez eu viva no mundo da imaginação, como certa vez me disseram. Talvez eu ainda seja boba e acredite em amores bonitos, em amores verdadeiros. Talvez... Mas eu continuarei esperando encontrá-lo. Talvez como eu, ele também se sinta perdido em meio a essa multidão que finge um querer bem, só para não se sentir sozinho. Quem sabe fugindo desses amores falsos a gente se encontre por aí...


   Se você diz que ama alguém, você está fazendo uma promessa com o coração dessa pessoa. Tente honrá-la.



vi essa frase aqui : http://jeessicaribeiro.tumblr.com/

Ele.





   Logo ela, que subestimava qualquer lei que envolvia o amor, logo ela que transparecia saber sobre tudo da vida, a jovem velha sábia. Ela nunca sentira algo tão incrível, e tão doloroso ao mesmo tempo, palavras que a faziam chorar, deitar na cama e soluçar, refletir e querer algo que uma mente sã nunca desajaria. Essa alma que está carregada, pesada, fardo grande demais para ser consolidada, mas foi enfim que surgiu a solução de seus problemas. O garoto distante, o garoto. O garoto que lhe passava segurança, o garoto do sorriso transparente, da gargalhada sincera, do olhar seguro, da alma limpa, foi ele… Ele mudou todos os dias ruins para melhor, é extremamente embaraçoso, como se pode encontrar solução em uma só pessoa, em cada palavra que ela diz, em cada olhar.. Até conforto espíritual ele conseguia transmitir para ela. Logo ela que nunca imaginou se apaixonar, até mesmo chorar de saudade, ali estava ela, inteiramente apaixonada por ele. Era difícil dizer adeus, assim como era difícil dizer até logo, o coração se apertava, mas as esperanças se multiplicavam no novo sol que nascia. Ali estava ela escutando músicas românticas, que só agora faziam sentido. Ali estava ela, dormindo cedo, não para descansar, mas para que o sono a levasse para outra dimensão, onde ali ela poderia beijar seu amado, abraçá-lo, tê-lo. 
   Logo a garota que se dizia forte o bastante para não começar a gostar de alguém, logo ela. Não dava a mínima para os detalhes, e hoje o que ela mais preza é o simples sorriso de canto que só ele sabe dar, são os pequenos momentos em que ele solta uma piada sem nexo, é o jeito com que ele passa a mão no cabelo, é aquele jeito que ele tem de pegar na cintura dela… a cura dos males de sua alma, o garoto que se tornou o remédio, que aquebrantou a tristeza de seu coração.

quinta-feira, março 31, 2011

...




   Tenho andado um tanto cansada da televisão, do rádio, da internet, dos jornais, das revistas, de tudo... Na verdade, não deles em si, mas de todas as notícias ruins que eles anunciam todos os dias. Tenho evitado ligar a minha TV no horário do jornal, fico mal informada, mas evito com isso ficar mal humorada. O que foi aquilo no Japão? No rio? Em são Paulo? Meu Deus! O problema maior não são os desastres estarem acontecendo, porque eles acontecem contra a nossa vontade, mas poderiam-se tomar algumas atitudes que impedissem a morte de tantas pessoas, porque todas essas tragédias tem algo em comum. Mesmo ocorrendo em lugares tão diferentes, o que as aproxima, o que as faz terem tanto em comum, é o fato dos governantes só resolverem tomar alguma atitude quando as tragédia já aconteceram. Eles não se importam com as pessoas. Eles nunca se importaram. E talvez nunca se importarão. Eles se importam apenas com os seus próprio interesses. E só. Essa é a verdade.
   Todos vimos na TV aquela guerra no Complexo do Alemão, e vimos também que muita gente pensou que a polícia tava trabalhando pela população daquele morro, que o governo finalmente resolveu olhar pelas pessoas que estavam sofrendo naquela favela. Para! Aquilo sempre existiu e ninguém se importava com aquilo. Deram várias justificativas para o acontecimento daquele confronto, todas elas focavam que aquela guerra esta acontecendo em prol da comunidade. Eu não acredito nisso. Para essa pessoa que vos escreve, não passou de HIPOCRISIA! Estamos perto de sediar a Copa do Mundo, as Olimpíadas, por isso resolveram se movimentar. Tirar alguns traficantes dos morros, matar alguns assaltantes, para que os turistas não tenha tanto medo em nos visitar. Eles (os governantes) não se importam com as pessoas, eles se importam apenas em como o nosso país é visto lá fora. E eu aposto que quanto mais se aproximar o dia da Copa, mais guerras vão acontecer. Vão querer tapar os buracos. Vai existir mais policiamento. Tudo vai melhorar. Para que o país não seja desmoralizado por aí afora. É só isso que importa.. Como a nossa imagem está sendo vista no mundo, e não como está a nossa imagem para os que aqui vivem. A nossa gente. Nós, os brasileiros.  Mas como disse Marcelo D2 em uma de suas músicas: " Deixa pra lá, eu devo viajando, enquanto eu falo besteira, nego vai se matando. Então deixa..."

quarta-feira, março 30, 2011

Adiando.





   Nós sentimos um pelo outro um amor grande que superou muitos anos de distância e alguns obstáculos. Mas eu sei, no fundo, dentro de mim, que embora eu queira muito que dê certo e que sejamos felizes para sempre, isso talvez não acontecerá. Os anos distantes que nós passamos, fez nós dois ficarmos distantes daquele sentimento forte que sentiamos. Fez nós dois mudarmos muito. Fez com que nós dois perdêssemos um certo encanto pela vida juntos. Fez nós dois ficarmos distantes mesmo tão perto. Não sei o que nos distancia tanto hoje, que nos aproximava antes. Sinceramente, eu não sei. E busco todos os dias ao olhar nos olhos dele, aquela essência bonita que só ele tinha e que me encantava tanto. Eu olho para ele e fico pensando que todos os dias que ficamos juntos estamos adiando um término inevitável, que irá acontecer amanhã, depois, mas com toda certeza, um dia, não muito longe. Todos os dias adiamos um término, talvez por medo do tal sofrimento, que irá ser maior depois, mas nós não pensamos nisso e vamos adiando, adiando... Querendo acreditar que esse sentimento que sentimos um pelo outro é suficiente para permanecermos juntos. Mas não é. Não mesmo. É preciso mais que o tal do amor, para que uma relação dê certo. E nós.. nós nos agarramos a esse tal amor que achamos sentir um pelo outro, tentando não sucumbir. Mas nós só estamos adiando. Eu sei. Eu vejo isso todos os dias quando olho nos olhos dele.

...




   Eu me pego pensando mais uma vez como um ser humano comum, sem nenhum atrativo que o diferencie ou o destaque dos demais, pode mexer tanto comigo?! 
   Eu estava ali segurando o bebê de uma amiga, e quase o deixei cair, por apenas ver de longe aquele ser, que me desnorteou a ponto de me fazer perder a voz e todos os sentidos. Apenas a imagem distante daquele ser fez meu coração parar na boca, meu corpo arrepiar e minhas pernas ficarem bambas.  Ele que nem é tão educado, nem é tão atraente, muito menos inteligente. Ele que é só mais uma carinha bonitinha no mundo.
   A partir daquele momento em que meus olhos avistaram aquele corpo, mesmo de longe, não mais consegui organizar meus pensamentos. A minha amiga conversava e eu só olhava fixamente para trás, vendo-o partir cada vez para mais longe de mim. Meu coração batia forte e eu fiquei a ponto de sair correndo atrás dele.     
   Enquanto eu estava envolta em meus pensamentos, minha amiga falava e falava, e eu só conseguia absorver o perfume dele que eu imaginei ter sentido, mas que apenas estava na minha memória olfativa. Continuei envolta nos meus pensamentos, até que eu ouvi minha amiga pronunciar: "Ele fica passando por aqui direto" . Quando ouvi a palavra ELE, imaginei que era "dele" que ela estava falando. E logo perguntei: "Quem? Fulano?". Ela é claro não se conteve e riu da minha cara, e de todo o meu desnorteamento, e falou: "Que paixão da p**, viu?!" Eu voltando a mim, disse: "Quem dera fosse só paixão. Acho que não é isso mais não. Isso já é loucura, carma, macumba, sei lá...Tenho até medo. E ela: "Medo?" Eu respondi: Sim, medo. Dessa coisa louca que eu desconheço e que sinto em todos os momentos que eu o vejo.

sábado, março 26, 2011

Ele não vai me derrubar.




   Não sei dizer o motivo, mas naquele momento, quando a vontade era chorar, abri um sorriso. E tentei ignorar meu peito desmoronando dentro de mim. Ele ali falando, soltando toda a sua raiva, seu desamor, seu desprezo encima de mim, que nunca fiz nada contra ele. Eu que nunca fiz nada contra ninguém. Nem contra àqueles que mereciam. Imagina para ele, que eu nem conheço direito. Quer dizer, ontem eu pude conhecê-lo um pouco. No momento que ele derramava sobre mim sua ira, eu pude ver o quanto medíocre era aquele homem. Um homem que deveria estar naquele ambiente para me ensinar algo de últil, me ensinou algo que eu já sabia: Aquele que se altera numa discussão de opiniões, nunca está com a razão. Ele tentou me humilhar. Ele tentou me fazer chorar. Ele tentou me diminuir na frente de todos. Mas embora ele tenha saído daquela sala de aula com um pensamento de certeza de que havia conseguido o que queria, ele se enganou. Ele não conseguiu. Ele não conseguiu fazer eu me sentir inferior a ele, pelo contrário, ele me fez ter a certeza de que eu nunca conseguiria esse feito. Eu sempre serei superior a ele. Porque sei respeitar as pessoas. Sei respeitar suas opiniões, mesmo que estas, sejam extremamente diferentes das minhas.  
   Ontem descobri que sou capaz de sorrir, ficar calada e me segurar, quando a minha maior vontade era chorar, gritar e xingar àquele que parece ter entrado na sala de aula daquela Universidade com a missão de me perseguir, me frustrar, me inferiorizar.
   Eu só queria poder ter feito ontem, o que sempre fazia quando criança com aqueles que tentavam me fazer chorar: Chegar bem perto dele, olhar nos seus olhos, botar pra fora a minha língua como sinal de protesto, virar as costas e deixar ele falando sozinho. E nunca mais ter o desprazer de vê-lo ou ouvir sua voz sendo dirigida a mim. Mas como eu não sou mais criança, embora ele me considere infantil, vou fazer o que os adultos fazem, olhar para o problema, (no meu caso, a presença dele) e mostrar que sou maior que ele, enfrentando-o. Vou ser fria, e vou mostrar a ele que embora ele queira com todas as forças, ele não vai me derrubar.

Delete o bullying



Bullying é um termo da língua inglesa (bully = “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder.
O bullying se divide em duas categorias: a) bullying direto, que é a forma mais comum entre os agressores masculinos e b) bullying indireto, sendo essa a forma mais comum entre mulheres e crianças, tendo como característica o isolamento social da vítima. Em geral, a vítima teme o(a) agressor(a) em razão das ameaças ou mesmo a concretização da violência, física ou sexual, ou a perda dos meios de subsistência.
O bullying é um problema mundial, podendo ocorrer em praticamente qualquer contexto no qual as pessoas interajam, tais como escola, faculdade/universidade, família, mas pode ocorrer também no local de trabalho e entre vizinhos. Há uma tendência de as escolas não admitirem a ocorrência do bullying entre seus alunos; ou desconhecem o problema ou se negam a enfrentá-lo. Esse tipo de agressão geralmente ocorre em áreas onde a presença ou supervisão de pessoas adultas é mínima ou inexistente. Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas.
As pessoas que testemunham o bullying, na grande maioria, alunos, convivem com a violência e se silenciam em razão de temerem se tornar as “próximas vítimas” do agressor. No espaço escolar, quando não ocorre uma efetiva intervenção contra o bullying, o ambiente fica contaminado e os alunos, sem exceção, são afetados negativamente, experimentando sentimentos de medo e ansiedade.
As crianças ou adolescentes que sofrem bullying podem se tornar adultos com sentimentos negativos e baixa autoestima. Tendem a adquirir sérios problemas de relacionamento, podendo, inclusive, contrair comportamento agressivo. Em casos extremos, a vítima poderá tentar ou cometer suicídio.
O(s) autor(es) das agressões geralmente são pessoas que têm pouca empatia, pertencentes à famílias desestruturadas, em que o relacionamento afetivo entre seus membros tende a ser escasso ou precário. Por outro lado, o alvo dos agressores geralmente são pessoas pouco sociáveis, com baixa capacidade de reação ou de fazer cessar os atos prejudiciais contra si e possuem forte sentimento de insegurança, o que os impede de solicitar ajuda.
No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com alunos de escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. As três cidades brasileiras com maior incidência dessa prática são: Brasília, Belo Horizonte e Curitiba.
Os atos de bullying ferem princípios constitucionais – respeito à dignidade da pessoa humana – e ferem o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. O responsável pelo ato de bullying pode também ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram dentro do estabelecimento de ensino/trabalho.


“Porquanto qualquer que a si mesmo se exaltar será humilhado, e aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado.” (Lucas 14:11) ...

sexta-feira, março 25, 2011

é só o que eu peço...




   Mesmo que você queira ficar comigo pra sempre, eu só peço que não demonstre. Mesmo que você não queira nenhuma outra garota do mundo além de mim, eu só peço que não diga. Mesmo que você tenha certeza que isso que você sente por mim nunca vai morrer, eu só peço que você nunca me deixe saber. Pois esse pra sempre ilusório que ronda sua paixão pode me fazer mal, porque diferente de você, quando isso acabar eu não vou esquecer todos esses "pra sempre" que você me disser ao longo do nosso relacionamento. Essa esperança ainda vai alimentar meu sentimento por muito tempo, mesmo que eu esteja longe de você, e isso eu não quero mais.
 Por favor, não diga nada, mas esteja aqui quando sentir vontade e me abraçe quando sentir que eu preciso, isso pra mim já será suficiente para acreditar no seu amor, é só o que eu peço. Não precisa ser para sempre, e se for, não diga, só curta os nossos momentos, afinal ninguém pode prever quanto tempo possa durar um sentimento. Não me faça promessas, cumpra-as mesmo que só tenha as feito para si mesmo, eu prefiro assim. Eu prefiro não saber porque você faz certas coisas por mim. Não me diga nada. Apenas me ame, mesmo que em silêncio. Mesmo que nunca me diga, mesmo que eu nunca ouça de você um " eu te amo". Não pense que eu preciso ouvir isso de você a cada cinco segundos. Não me fale sobre o que sente. Só me faça sentir. É só o que eu peço.

domingo, março 13, 2011

tudo conspirou a favor daquele amor.



   Ele disse mais uma vez que gostava dela. Mais uma vez pelo msn. Ela respondeu o mesmo que responde todas as vezes que ele faz isso: - Ah, pelo msn você fala! Mas nunca me diz isso olhando nos meu olhos. Cara a cara. E imaginou que ele responderia o que sempre responde: - Você não me dá oportunidade, quando a gente está junto. Mas não, ele não disse isso, ele disse o que ela jamais esperaria que ele fosse dizer. Ele disse: Falo sim, você quer vim aqui em minha casa agora, pra eu te falar tudo que eu te falo olhando pra você? Ela quase não acreditou no que estava escrito naquela minúscula janela do seu msn. E ficou olhando e pensando no que iria responder. Até que ele escreveu: - Você ainda está aí? Ela ainda estava em estado de choque, quase caiu da cadeira com aquilo que ela havia acabado de ler. Aquele momento estava sendo esperado a tanto tempo, ela não queria perder mais nenhum segundo, ela queria ouvir tudo que ele apenas escrevia, e nunca dizia. Foi então que ela escreveu: - Vou aí agora! Posso? E ele: - Pode sim, você não quer ouvir?! Pois vou lhe dizer. Ela ainda não acreditando muito em tudo aquilo disse: - E se eu for aí e você não falar nada? Ele escreveu logo em seguinda: - Eu vou dizer.
E ela: - Sei lá, acho que você está me fazendo de besta. Aposto que isso é um truque, e você não vai me dizer nada. 
Ele: -Você vai ter que correr o risco, se você quiser ter certeza se eu estou falando sério ou blefando.
Ela: - Então eu vou.
Ele: - Que bom! Pode ter certeza que você não vai perder nada se vim.
Ela: - Assim eu espero. Tô saindo aqui então.
Ele: - Ok! Estou te esperando.
   E ela saiu de casa quase correndo. Pegou um mototáxi e foi ao encontro dele, com o coração querendo sair pela boca, tamanha a sua ansiedade.- Finalmente! - Ela pensou. Finalmente ela iria ouvir o que tanto queria.
   Chegando lá, ele fixa os olhos nos dela, mas não consegue dizer nada. Pergunta como ela está. Ela responde. Surge o silêncio. Faz mais algumas perguntas desnecessárias a ela naquele momento, e novamente surge o silêncio. Ele abaixa a cabeça, muda a direção do olhar. Não consegue encará-la. Até que ela pergunta: - E aí, você vai dizer o que eu vim aqui para ouvir, ou não?
Ele: - Calma, estou com vergonha. Eu preciso de um tempo pra ficar à vontade e falar (e esconde o rosto atrás dela, que está sentada no sofá)
Ela: - Tudo bem, eu espero. Mas não muito. (E ri, de tanto nervosismo)
Ele tenta beijá-la. Ela recua. Ele a abraça e fala no ouvido dela: - Ah, você sabe o que eu sinto por você...
Ela: - Eu sei? Eu não sei de nada. Caso soubesse não estaria aqui.
Ele: - Tá bom eu digo.. Eu gosto de você de verdade, você é especial pra mim. Alguém que eu gosto de estar perto, que me faz bem. Claro que a gente vive brigando, mas até nessas horas eu me sinto bem do seu lado. Pronto, falei! (e fica com as bochechas ruborizadas)
Ela fica num estado de alegria tão intenso que não sabe o que fazer. E olha pra ele. E toca seu rosto. E o agradece. Depois fica em silêncio sem saber o que dizer. Ele que também fica sem saber o que fazer, pergunta: - E agora?
Ela que ficou calada desde a declaração feita, num ímpeto se levanta e diz: - E agora, eu vou embora.
Ele sem entender nada pergunta: - Como assim, vai embora? Depois de tudo que eu te disse?
E ela responde: - Sim, eu vou. Porque agora eu posso me magoar por acreditar nisso tudo que você me disse e eu não quero isso pra mim. Denovo. 
Ele a olha surpreso com o que ela diz. Ela lhe dá um beijo no rosto e se afasta para abrir a porta. Quando ela coloca a mão na maçaneta da porta e abre, ela é surpreendida por uma chuva inesperada, com pingos vindo em direção aos seus pés. Ela fecha a porta e olha pra ele, que diz: - Acho que alguém não quer que você vá embora.  Ela olha pra ele e diz: - Ah tá, essa chuva vai parar logo, você vai ver. Assim que ela fecha a boca, ouve uma trovoada e inacreditavelmente a chuva se tranforma rapidamente em uma tempestade de vento enorme. E ele olhando a chuva pela janela, diz: - Acho que tudo está conspirando a favor de nós dois. Ela olha pra ele desolada e pensa : "eu tenho que ir embora antes que eu faça alguma besteira e acabe me machucando mais uma vez " . Vendo que não há o que fazer, pois a tempestade cada vez fica mais forte, ela acaba se sentando novamente no sofá, e diz, com a cabeça abaixada: - Não sei nada sobre  essa conspiração que você está falando não, só sei que vou ter que ficar aqui mais um pouco. Ele se aproxima, levanta seu rosto e a beija demoradamente, com paixão. Ela não consegue pensar em mais nada, porque mesmo que ela pensasse em fugir dele, naquele momento, ela havia perdido todas as suas forças. Ela acaba retribuindo àquele beijo, e se entregando àquele rapaz que ela tanto ama, ali, no chão da sala. E depois de tantas carícias e juras de amor eterno, eles adormecem abraçados, ouvindo o barulhinho da chuva batendo no telhado.